Emilia Trajano
O limite de um sonho é errar, mas o limite de uma vida é o medo de sonhar ... “Cérebros brilhantes também podem produzir grandes sofrimentos. É preciso educar os corações” (Dalai Lama)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Uma nova era! Aqui e Agora
Ando menos ansiosa, menos romântica e até um pouco menos delicada.
Estou num momento, em que não quero fazer muitos planos e nem criar expectativas.
Resolvi me preocupar menos.
Às vezes, sinto necessidade em ficar com meu silêncio, com minhas palavras soltas, frases que só eu entendo.
Adoro viajar nos meus pensamentos.
Deixei de acreditar em algumas coisas, ou talvez ainda acredite, mas estão guardadas no baú dentro de mim.
A boneca também borra a maquiagem, também comete erros e escorrega no salto alto.
Vivemos em um mundo, onde a perfeição nos é imposta, cobrada.
Não quero mais isso.
Sempre buscando ajudar todo mundo, ouvir todo mundo.
Sempre fui louca por justiça.
Durante um longo tempo, busquei ser perfeita para as pessoas a minha volta.
Quando quero, dou o meu melhor para alguém, mas não me peça a perfeição.
Não quero agradar a todo mundo, o tempo todo.
Nem ser a garota perfeitinha, a amiga perfeita, a namorada perfeita, a colega de trabalho perfeita, a filha perfeitinha.
Quero o intenso, não o certinho.
Quero o que me traz paz, que me faz sorrir, que não me aborrece.
Eu não sou mais do jeito que você me enxergava.
Não me coloque rótulos, e nem em cima de um pedestal.
Sou boa, justa, amiga.
Sou leal, sincera demais, fiel e na maioria das vezes doce.
Sou educada e divertida. Mas não sou perfeita.
Cometo erros.
Quero me permitir às vezes, borrar o rímel, quase deixar o salto alto quebrar e rir alto. Quero falar palavrão quando sentir raiva, cantar musica alta, sentir o vento no rosto.
Quero vivenciar momentos especiais ao lado de alguém que chame minha atenção, mesmo sabendo que ele não é o principe que irá ficar comigo para sempre.
A boneca ganhou vida, virou mulher.
Forte o suficiente para seguir em frente, quando achar que deve seguir.
A maturidade me deixou mais sensata, mas me trouxe uma vontade louca de viver o hoje, viver pra mim, por mim.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
'Quero me apaixonar cada dia mais e mais, por mim mesma'
texto by Carla Lampert
Há mulheres precisando urgentemente assumir suas lobas, suas leoas, suas rainhas, suas deusas...Tirar das sombras e porões algo muito profundo e vivo que espera por liberdade, ar fresco e diversão.
Buscam isso externamente e chamam de outras coisas, principalmente de busca por um amor. E buscam...e não encontram...e choram...e se cansam de chorar...e começam outra busca...e assim o ciclo continua.
É por ver tanto disso acontecer que continuo dizendo: mulheres, aceitem-se, amem-se, sejam egoístas e egocêntricas e serão muito felizes...mas elas insistem em cuidar de alguém, algo que não a si próprias, suas vontades e sonhos e realizações...insistem em querer o pior, o que dói e machuca...vejo muita carência afetiva e muito poder pessoal entregue a terceiros, quartos, quintos, vigésimos...que a Deusa interior de cada uma acenda nestes corações femininos uma chama forte o suficiente para queimar as ilusões e fazê-las acordar para si mesmas, para a vida que insistentemente mostra o caminho inviável através da decepção e do sofrimento, tentando assim recolocá-las no caminho da felicidade e da paz que suas almas anseiam.
A roda de repetições é a prova real do erro, da escolha mal-feita, da falta de auto-estima, da carência, do medo da solidão. Gostaria de instigar essas mulheres queridas a repensarem a si mesmas, a se reformularem, e principalmente a se determinarem a parara de percorrer insistentemente os mesmos caminhos da dor e do sofrimento, causados pela ilusão.
Acordem as lobas, as leoas, as ursas, as águias, acordem as serpentes adormecidas! Chamem essas forças anímicas para dirigirem suas vidas com sabedoria e proteção e limites principalmente. Sejam territorialistas, defendam o território sagrado do coração, que é o primeiro lugar que deixam ser invadido e conquistado por caçadores, rapineiros e carniceiros. Acordem os instintos, acordem a intuição, aprendam a cheirar, sentir, pressentir o perigo.
Mulheres mais instinto, menos ilusão, mais independência emocional e intelectual. Ontem você pode ter sido uma garotinha indefesa, mas hoje, perceba...você cresceu! Falta exercício de poder, comece a praticar o seu próprio empoderamento pessoal. Falta parar de procurar no outro o que você não tem dentro de si. Você pode começar percebendo este erro, a inversão na rota desta busca. A busca é pessoal, o que você quer para você tem que ser criado em você, não pode ser tirado de outra pessoa, por isso estas relações onde todos acabam virando assaltantes uns dos outros...
Hoje existe uma mulher pronta para escolher, selecionar, dizer não e mandar na própria vida. Ou pelo menos pronta para começar a fazer isso a partir de agora, baseada nas experiências, na sabedoria interior, no faro...mas para isso há que se assumir esta força e essa mulher que aí existe que quer ser o que é sem restrições, sem machismo nem feminismo, apenas SER sem preconceitos e com liberdade. Vamos dispensar de uma vez por todas essa energia velha de dependência emocional que me cheira a vampirismo mais do que qualquer outra coisa e isso vale para homens e mulheres.
Amar é diferente de entregar o mais precioso de si numa bandeja querendo algo específico em troca e depois se decepcionar, porque quem se decepciona é porque se iludiu e quem se ilude é porque não quis enxergar a verdade, e sim suas próprias expectativas projetadas. Que expectativas são essas que levam sempre ao mesmo malfadado resultado? Só podem ser expectativas irreais. Pense no tempo que você leva tentando curar uma ferida causada pelas ilusões e caia fora desse ciclo vicioso, porque infelizmente o "amor" ruim, esse bem sofrido e doloroso é algo que vicia e prende as pessoas, e pode levar a destruição quase total de um coração. Suas relações são feias, destrutivas, torturantes? Péssimo sinal, você está totalmente fora do prumo porque está desconectada do seu poder pessoal, você precisa começar do zero, construir um novo eu, fortalecer-se, empoderar-se, mudar essa frequência que só capta lixo energético.
Seja lá o que você tanto deseja, está dentro de você, somente dentro de você, não procure em coisas, muito menos em pessoas, simplesmente pare de procurar. Permita-se ser agora aquela parte de você que ainda não foi, mude a dimensão, altere a rota, pule pela janela, abra suas asas e voe, ouse, realize-se, antes que todo o seu tempo passe e você chegue a conclusão que deveria ter voado, ousado, realizado e não o fez porque estava muito ocupada procurando a coisa errada no lugar errado.
créditos do texto: Carla Lampert - reprodução permitida desde que mantendo os créditos da autora.
"A Divindade que há em mim saúda a Divindade que há em você"
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Bullying na família
Walcyr Carrasco | 28/07/2010
Certa vez,
quando dei uma palestra na Zona Leste da cidade, uma senhora me falou sobre
seus dois filhos. Segundo afirmou, o primeiro era mais inteligente.
— Tenho preferência por ele, sim. Seria
mentira dizer que não.
A conversa me
provocou uma sensação desagradável. Pensei na vida do caçula. Qual seria seu
sentimento, ao perceber que a mãe prefere o mais velho? Sou escritor. Imaginei
os gestos do cotidiano: reprimendas mais fortes; presentes piores no
aniversário ou Natal e talvez até comentários desdenhosos. Tomei consciência de
que isso acontece muito mais do que se comenta. Fala-se muito de bullying. Livros
abordam violências verbais e até agressões físicas que ocorrem nas escolas. O
ataque costuma ser dirigido a quem é de alguma maneira diferente: os gordinhos,
os maus esportistas, os nerds, os mais pobres, entre outros. Até um sotaque
pode induzir os valentões da turma à chacota. Submetidas a uma pressão
constante, as vítimas muitas vezes se rebelam. E dentro da família?
Um amigo passou
a infância perseguido pelo irmão mais velho. Tudo era motivo para zombaria e
até ataques físicos. A mãe, ausente, não punia o agressor. Hoje os irmãos têm
uma relação distante, mal se falam. Agora a mãe se lamenta. Não entende por que
os filhos não se dão bem.
— Meu irmão foi meu pior inimigo! Como posso
gostar dele agora? — ouvi o mais novo dizer.
A agressão pode se voltar contra um dos pais.
Soube de um vizinho que gritava com o pai e o ameaçava por qualquer pretexto
porque tinha pouco dinheiro. Não usava drogas. O velho, frágil, não conseguia
enfrentá-lo.
— Você é um incapaz — dizia o filho. — Nunca
soube ganhar dinheiro!
Muitas vezes a própria mãe cria a situação.
Uma figura da sociedade, magra e bem vestida, parece esconder sua filha, que é
gorda. A garota nunca é vista em companhia da mãe nas festas que ela costuma
frequentar. Em represália, veste-se de maneira relaxada. Mal penteia os
cabelos.
— Minha mãe tem vergonha de mim! — já
desabafou.
É difícil tocar nesse assunto. Cada família
possui uma dinâmica diferente. Nem sempre as situações são evidentes, mas o
atingido percebe o desprezo. Ou a comparação. É comum uma criança de olhos
azuis ser coberta de elogios. Ninguém fala do irmão de olhos castanhos. Só a
mãe pode ajudar, valorizando os dois.
Ou então um dos membros perde o emprego. A
família passa a humilhá-lo.
— Não vou sustentar vagabundo! — certa vez
ouvi a irmã, secretária, ameaçar o irmão.
Se é difícil encontrar trabalho, a agressão
aumenta. E a pessoa deprimida tem mais dificuldade ainda. Perde o prumo.
Pais inventam
sonhos para os filhos. Desejam que se tornem bem-sucedidos, talvez famosos. Já
vi homem com bebê no colo garantir:
— Este aqui vai ser jogador da seleção. E
ganhar a Copa!
O bebê sorri, sem saber da cilada. Pode ter
pendor para a informática. Talvez nunca seja um craque. Passará horas diante da
telinha.
Também já vi pai reclamar:
— Sai do computador, moleque! Vai jogar
futebol!
O filho passa a ser constrangido.
Pressionado. Conheci pessoas inteligentes totalmente desestruturadas, incapazes
de se dedicar a uma profissão, por falta de apoio familiar.
Muitas vezes, o que parecem ser gestos de
amor, de incentivo, são ameaças porque o filho ou irmão não segue um padrão. É
difícil, mas cada família deve abrir sua caixa-preta. Adquirir a coragem de
encarar suas falhas. E aprender a trocar a agressão pelo abraço.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Segunda Lição
Numa noite chuvosa, uma senhora americana, negra estava do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal.
O carro dela tinha enguiçado e ela precisava desesperadamente de uma carona.
Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la.
O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele para agradecê-lo.
Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:
"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me judado.
Sinceramente, Sra. Nat King Cole"
O carro dela tinha enguiçado e ela precisava desesperadamente de uma carona.
Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la.
O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.
Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele para agradecê-lo.
Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:
"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me judado.
Sinceramente, Sra. Nat King Cole"
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Primeira Importante Lição
Durante o segundo mês na escola de enfermagem, o professor apresentou um questionário.
Ele era bom aluno e respondeu rápido todas as questões até chegar a última que era:
"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"
Sinceramente, isso parecia uma piada. Ele já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia saber o primeiro nome dela?
Entregou o teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um outro aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
-"É claro", respondeu o professor. Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples "oi". Ele nunca mais esqueceu essa lição e também acabou aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.
Ele era bom aluno e respondeu rápido todas as questões até chegar a última que era:
"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"
Sinceramente, isso parecia uma piada. Ele já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia saber o primeiro nome dela?
Entregou o teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um outro aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
-"É claro", respondeu o professor. Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples "oi". Ele nunca mais esqueceu essa lição e também acabou aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O fogo da Vida
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transfor mações acontece m quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombro sa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginam os: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedad e, depressã o ou sofrimen to cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimen to diminui.
Com isso, a possibil idade da grande transfor mação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferent e para si. Não pode imaginar a transfor mação que está sendo preparad a para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transfor mação acontece : BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completa mente diferent e, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilh osa do que o jeito delas serem.
A presunçã o e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transfor mar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Extraido do livro: O amor que acende a lua de Rubem Alves
A Mulher Madura
A MULHER MADURA não quer ser cobiçada, ela prefere ser DESEJADA.
A MULHER MADURA não possui sombras, ela tem AURA.
A MULHER MADURA não adivinha, ela tem PERCEPÇÃO.
A MULHER MADURA não faz sexo, ela é mestre na ARTE DE AMAR.
A MULHER MADURA não fica, ela se ENVOLVE.
A MULHER MADURA não é fácil, ela é FLEXÍVEL.
A MULHER MADURA não manda, ela ADMINISTRA.
A MULHER MADURA não aflora, ela é um constante FLORESCER.
Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis.
MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina, porém, muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que descobrem... preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE, mas que, simplesmente é puro MEL.
(Vanessa Pena)
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